Dossier de Mercado de Moçambique

Moçambique é um país com vastos recursos naturais, sendo a porta de entrada para a zona de comércio livre da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (Southern Africa Development Community, SADC), à semelhança de Angola. Relativamente ao agronegócio, Moçambique, apresenta um enorme potencial, dado que precisa de desenvolver rapidamente a produção agrícola, hortofrutícolas, oleaginosas, cereais, bem como, a produção pecuária. A fileira agrícola moçambicana, na sua maioria, é caracterizada por uma agricultura de subsistência de pequena escala de setor familiar, necessitando de infraestruturas, redes comerciais e níveis de investimentos adequados. A indústria não possui um desenvolvimento substancial, sendo as pequenas indústrias de moagem e fabrico de óleos alimentares, as mais predominantes.

A região de Moçambique, que tem maior potencial agrícola, é aquela que engloba as Províncias de Cabo Delgado e de Nampula, concentrando aproximadamente dois terços da produção nacional, devido à predominância de zonas de altitude média e um menor risco de seca. Nestas províncias, as principais culturas, são o milho, a mapira, a mandioca, o arroz (exclusivo das zonas costeiras), o algodão (nas zonas altas), assim como o amendoim, o chá e o tabaco. Nas zonas litorais predomina o caju, sendo estas, as zonas onde se verificam maiores produções.

A grande dinamização atual do Corredor de Nacala que abrange a Províncias de Nampula, Niassa, Cabo Delgado, Zambézia e Tete tem potenciado favoráveis investimentos agrícolas, proporcionando-se o estabelecimento de um crescente investimento estrangeiro no setor agroalimentar. As províncias que estão sob a influência do Corredor de Nacala, beneficiam de excecionais condições agroecológicas e logísticas (linha- férrea de 912 km que cruza o Corredor de Nacala entre o interland e o Porto de Nacala).

Moçambique tem efetuado variados investimentos na indústria da exploração e produção de gás. Possui reservas de gás natural suficientes para abastecer a Alemanha e a França durante 20 anos, o que tem acelerado o desenvolvimento da região. Grandes empresas têm investido em atividades de pesquisa de petróleo e gás em várias regiões, com destaque para a Bacia do Rovuma, Província de Cabo Delgado. Esta província, de que Pemba a é capital, tem permitido aos investidores e empresários enfrentarem desafios de grande vulto, tendo em conta a dimensão dos seus recursos naturais e endógenos. Com efeito, não é apenas na área do setor energético que se abrem oportunidades para as empresas portuguesas. Existem algumas áreas, que apesar de serem independentes dos projetos do setor energético, têm vindo a surgir, em resultado do desenvolvimento desta região, como é o caso de empresas de logística, catering, construção civil e maquinaria.


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A CAL – Câmara Agrícola Lusófona pretende disponibilizar diversos dados no âmbito do agronegócio local, com vista a incrementar o relacionamento estratégico entre Portugal e Moçambique.


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